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terça-feira, 26 de julho de 2011

Á PROCURA DA POESIA

TEMPO

Sentada está,na platéia,
Silenciosa
A mulher dos lenços.
Ouve atentamente,mas
Onde andará
Seu pensamento?
E o ruído da chuva no telhado.
E esta manhã de promessas
E de vento.
Divertidos dizeres.
E a olhar
Para o homem
Sente:
Também somos caçados
E quem nos caça
É o tempo.
(Rosângela Benati)

domingo, 26 de junho de 2011

À PROCURA DA POESIA

CHUVA

REfletem-se os raios do sol
sobre a vidraça.
Há vida lá fora.
Burburinho dos carros
e das gentes.
Pessoa alguma
aqui dentro.
Reflete-se no espelho
um espectro.
E o espelho diz
Por onde andaste
luz do sol
canto de alegria?????
Mudo.
É o preparar-se
para mudar.
Deixar que caia
a chuva
a mudança da seca
em tarde plena .
Deixar partir
o espectro,sem lástimas,
sem pena.
(Rosângela Benati)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

DELE NÃO SE (H)OUVE PALAVRA

Para você não tenho poemas.
Vivo uma poesia silenciosa
Sem palavras ou citações.
Para você só tenho o não-dito
Revelado na folha branca:vere-dito
Transformando o rumo da palavra muda.
Para você não encontro
O poema,a rima,o ritmo
E a voz silencia...
Solução???
Solidão.
(Rosângela Benati)