Busca nenhuma
Pelo passado
Tão longe está.
Só o presente
Me mobiliza.
E por algumas horas
Ouvi
Verdades...
Meu olhar distante
Procurou
Outros dizeres.
Omitidos.
Alguém ocupou
Teu lugar...
Perdeste
As respostas do presente
Por ti vivido.
Do prente
Agora sabido.
(Rosângela Benati)
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domingo, 8 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
APONTAMENTOS XCI
HOJE
Pela primeira vez
Vi
A lua
Em seu abraço luminoso
A dizer-me:
Acorda,coração.
Coração,a corda!!!!!!
Voa com teus balõezinhos
As luzes do espaço
São tuas
Não há altura imponderável
Abrem-se
Todas as rotas
Parte,livre
Coração-nave.
(Rosângela Benati)
Pela primeira vez
Vi
A lua
Em seu abraço luminoso
A dizer-me:
Acorda,coração.
Coração,a corda!!!!!!
Voa com teus balõezinhos
As luzes do espaço
São tuas
Não há altura imponderável
Abrem-se
Todas as rotas
Parte,livre
Coração-nave.
(Rosângela Benati)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
APONTAMENTOS LXXXIX
Outro dia,outra sessão:pequeno passo.Feito um caracol,lento.Feito um caravguejo,desconfiado.Enquanto notícia não vem,por que esperar notícia?O que acontece enquanto se espera??Há muito.Alguns dizem que vivem em ciclos.E que,fechado uminicia-se outro,diferente e sem referenciais do primeiro,que passa a ser uma fase,que passou.Há,no entanto,ciclos que não encerram-se completamente.Abre-se um novo olhar,que altera,às vezes raduicalmente,o que vinha acontecendo.Mas o acontecido não é passado.Continua-se conectado,pessoas importantes continuam a importar.Pare mais um adequar as visões,as perspectivas.Olhar para algo como se estivesse no passado,mas revisitado num agora presente e continuado em sua existência.És o mesmo e não és.Sou a mesma e não sou.Parte do que era,deixou de ser.Parte do que era,continuará sendo.Assim penso os sentimentos.
Gostar é sem tempo.
(Rosângela Benati)
Gostar é sem tempo.
(Rosângela Benati)
sábado, 8 de outubro de 2011
APONTAMENTOS LXXXVIII
A lua cresce no azul-marinho,marinheira de muitas viagens e renovados retornos.A Mulher de Óculos aspira o
ar do vento que dança nos fios,nos telhados,no balançar dos galhos,cabelos esvoaçantes numa cabeça-balão,também quer voar e passeia conduzida pelo brilho também das estrelas.Expira alguma tristeza.Suspira.E lá está a Banca,o encontro,a conversa que muitas vezes flui
ao sabor da amizade.Encontra-se gentes por lá,Ouve-se histórias,entrega-se moedas-latinhas que pesam na bolsa e recebe-se o companheiro amargo,sem graça e necessário,
facilmente descartado,cinzeiro,lixo.
A Mulher de Preto é toda animação:cabelos curtos,agilidade mental.Esfuziante comenta música,com sonoridade de quem aprecia e firmeza de quem conhece.A
Mulher de Óculos interessa-se pelo que ouve,música falada também tem sabor na memória de vozes,ritmos,nomes:
Elis Regina,consenso nacional;Pixinguinha,ah,"A ROSA",universal."Je t'aime moi non plus",concordamos,a genialidade do autor numa música que embala e os embalos de uma mulher gemendo em gozo...transcendental?????O gozo que ultrapassa o não-se para o ser para ser vibrante,qual mágicas cordas de um violão que geme ao toque refinado e ardente do artista..Seria a mulher Brigitte Bardot???Não,era Jane Birkin,também namorada,
também sucesso inquestionável em filmes de curvas e volúpias,olhar de menina...sedução de mulher.
A Mulher de Óculos acompanha a fala da alegre Mulher de Preto e tenta concentrar-se,não sem a ajuda do Senhor Disfarçado,na contagem das latinhas e o alívio do anunciado fio de fumaça,pois ainda estamos na liberdade da rua.
Respeitar e entender.Respeitar e aceitar:afinal,o que é respeitar?????Quedar-se muda aos argumentos alheios????Argumentar, sem interferir.Toda argumentação pode,mesmo sendo "suave" parecer um insulto,pois donos das verdades somos e nem sabemos o que é a verdade.Cha
ma atenção a Mulher de Preto:pela paixão que eleva o tom da voz das pessoas,de um modo geral.Chama atenção a Mulher de Óculos,a falar mais e mais baixo,maneira sutil de
dizer,olhem,estou aqui.
E assim cresce a lua no céu.Outras conversas vão entrelaçando-se,criando um movimento agradável de vai e vem,um jogo de pingue pongue no qual,às vezes,a bolinha fica presa com o mesmo jogador ,mas,felizmente,são todos vencedores.As perdas ficarão a critério e no íntimo de cada um,concordando,todos,o quanto é bom conversar,argumentar,se expor,divertir-se com nossas razões,certamente as melhores,escondidas em nosso íntimo,regadas pela vaidade de sermos falantes não de "abobrinhas",mas de assuntos "culturais" que elevam nossa capacidade mental,aumentam nosso conhecimento,como se música ou cinema pudessem ser mais do que são.
A lua,com cara de meio sorriso,a tudo assiste e aos poucos,lentamente,completa seu arco no céu,impassível a nossas falas.Não tem compromissos.Pode passear tranquilamente e,os que têm olhos para vê-la,encantam-se
com o melhor que tem a oferecer:sua eterna e silenciosa beleza.
(Rosângela Benati)
ar do vento que dança nos fios,nos telhados,no balançar dos galhos,cabelos esvoaçantes numa cabeça-balão,também quer voar e passeia conduzida pelo brilho também das estrelas.Expira alguma tristeza.Suspira.E lá está a Banca,o encontro,a conversa que muitas vezes flui
ao sabor da amizade.Encontra-se gentes por lá,Ouve-se histórias,entrega-se moedas-latinhas que pesam na bolsa e recebe-se o companheiro amargo,sem graça e necessário,
facilmente descartado,cinzeiro,lixo.
A Mulher de Preto é toda animação:cabelos curtos,agilidade mental.Esfuziante comenta música,com sonoridade de quem aprecia e firmeza de quem conhece.A
Mulher de Óculos interessa-se pelo que ouve,música falada também tem sabor na memória de vozes,ritmos,nomes:
Elis Regina,consenso nacional;Pixinguinha,ah,"A ROSA",universal."Je t'aime moi non plus",concordamos,a genialidade do autor numa música que embala e os embalos de uma mulher gemendo em gozo...transcendental?????O gozo que ultrapassa o não-se para o ser para ser vibrante,qual mágicas cordas de um violão que geme ao toque refinado e ardente do artista..Seria a mulher Brigitte Bardot???Não,era Jane Birkin,também namorada,
também sucesso inquestionável em filmes de curvas e volúpias,olhar de menina...sedução de mulher.
A Mulher de Óculos acompanha a fala da alegre Mulher de Preto e tenta concentrar-se,não sem a ajuda do Senhor Disfarçado,na contagem das latinhas e o alívio do anunciado fio de fumaça,pois ainda estamos na liberdade da rua.
Respeitar e entender.Respeitar e aceitar:afinal,o que é respeitar?????Quedar-se muda aos argumentos alheios????Argumentar, sem interferir.Toda argumentação pode,mesmo sendo "suave" parecer um insulto,pois donos das verdades somos e nem sabemos o que é a verdade.Cha
ma atenção a Mulher de Preto:pela paixão que eleva o tom da voz das pessoas,de um modo geral.Chama atenção a Mulher de Óculos,a falar mais e mais baixo,maneira sutil de
dizer,olhem,estou aqui.
E assim cresce a lua no céu.Outras conversas vão entrelaçando-se,criando um movimento agradável de vai e vem,um jogo de pingue pongue no qual,às vezes,a bolinha fica presa com o mesmo jogador ,mas,felizmente,são todos vencedores.As perdas ficarão a critério e no íntimo de cada um,concordando,todos,o quanto é bom conversar,argumentar,se expor,divertir-se com nossas razões,certamente as melhores,escondidas em nosso íntimo,regadas pela vaidade de sermos falantes não de "abobrinhas",mas de assuntos "culturais" que elevam nossa capacidade mental,aumentam nosso conhecimento,como se música ou cinema pudessem ser mais do que são.
A lua,com cara de meio sorriso,a tudo assiste e aos poucos,lentamente,completa seu arco no céu,impassível a nossas falas.Não tem compromissos.Pode passear tranquilamente e,os que têm olhos para vê-la,encantam-se
com o melhor que tem a oferecer:sua eterna e silenciosa beleza.
(Rosângela Benati)
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
APONTAMENTOS LXXXVIII
E se mais não posso
Entender do não dito
Permanece o silêncio
Contido,não o grito.
E se mais não posso
Calar
E teimosas frases jorram
Vem tua voz,teu riso
E sem reservas,então falo.
E se mais não posso
Contar e recuo
Vem teu dizer,amizade,carinho,
Palavra,rua,ponte,caminho.
Rosângela Benati.)
Entender do não dito
Permanece o silêncio
Contido,não o grito.
E se mais não posso
Calar
E teimosas frases jorram
Vem tua voz,teu riso
E sem reservas,então falo.
E se mais não posso
Contar e recuo
Vem teu dizer,amizade,carinho,
Palavra,rua,ponte,caminho.
Rosângela Benati.)
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
APONTAMENTOS LXXXVII
Dias assim...
Penso muito em ti
E não encontro respostas
Sem saber se corres
De mim
Não saber
Se gostas ou
Não gostas
Dias assim...
Fumo mais alguns cigarros
Te vejo a rodar,carros
Trânsito
E um verbo
Intransitivo
Intransitável.
(Rosângela Benati)
Penso muito em ti
E não encontro respostas
Sem saber se corres
De mim
Não saber
Se gostas ou
Não gostas
Dias assim...
Fumo mais alguns cigarros
Te vejo a rodar,carros
Trânsito
E um verbo
Intransitivo
Intransitável.
(Rosângela Benati)
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
APONTAMENTOS LXXXVII
Dia lindo
Pleno de sol
Pego o anzol
E vou pescar alegrias:
Flor que nasce
Árvore florida
Patos no laguinho
Peixes...só de vista...
Lindas carpas a todo dia
Garantir sua comida.
E as gentes nos parques
Que delícia!!!!!
Um chimarrão amigo
Improvisa-se em piquenique
Que a grama verdinha e fofa
É tão convidativa
Conversas e risos aos montes
Ruídos de gente viva!
Na liberdade dos cães
Os donos a se libertar
E os jogos infantis
Todos juntos a brincar
A brincadeira melhor
A"seriedade" da vida
Pois brincadeira não séria
Graça nenhuma tem...
E voa o vento...
Olha,um balão colorido
E o canto do pipoqueiro
Pipoca quentinha
Salgada ou docinha
Olha a pipoca
A saltitar faceira
No pulo branco da paz
Como a tarde domingueira
Que hoje segunda é
Mas nada de fazer feira
Aproveitar o momento
Catar sonho cata-vento
E o sol a brilhar
Aquecer
No calor
No amor
Bom viver!!!!!!!!
Pleno de sol
Pego o anzol
E vou pescar alegrias:
Flor que nasce
Árvore florida
Patos no laguinho
Peixes...só de vista...
Lindas carpas a todo dia
Garantir sua comida.
E as gentes nos parques
Que delícia!!!!!
Um chimarrão amigo
Improvisa-se em piquenique
Que a grama verdinha e fofa
É tão convidativa
Conversas e risos aos montes
Ruídos de gente viva!
Na liberdade dos cães
Os donos a se libertar
E os jogos infantis
Todos juntos a brincar
A brincadeira melhor
A"seriedade" da vida
Pois brincadeira não séria
Graça nenhuma tem...
E voa o vento...
Olha,um balão colorido
E o canto do pipoqueiro
Pipoca quentinha
Salgada ou docinha
Olha a pipoca
A saltitar faceira
No pulo branco da paz
Como a tarde domingueira
Que hoje segunda é
Mas nada de fazer feira
Aproveitar o momento
Catar sonho cata-vento
E o sol a brilhar
Aquecer
No calor
No amor
Bom viver!!!!!!!!
APONTAMENTOS LXXXVI - DO SOL DO TEU JEITO -
Ilumina
O meu saber o dia
Na noite que inda está fria
Sabores novos que virão:
Vaso de flor na janela
Gosto da fruta madura
Café da manhã.
A tarde para vagar
Há parques,músicas,chás
Um livro tão bom
Por que não???
Ilumina
A noite a pequena lua
Hábitos,lances da rua
Flor assustada recolhida
E o dia foi todo vida
Ilumina
o meu saber-te noite
Do peso a leveza leva
Alegria breve,mansidão
Ilumina
Incógnitas de vida e ainda
Se estarás ou não
Iluminado
Do sol do teu jeito
Da lua a bater em teu peito
Estrelas te guiarão
Sóis da dourada aurora
Iluminem
Teu olhar celeste
Acelerem o pulsar da vida
Exilando a solidão...
(Rosângela Benati)
O meu saber o dia
Na noite que inda está fria
Sabores novos que virão:
Vaso de flor na janela
Gosto da fruta madura
Café da manhã.
A tarde para vagar
Há parques,músicas,chás
Um livro tão bom
Por que não???
Ilumina
A noite a pequena lua
Hábitos,lances da rua
Flor assustada recolhida
E o dia foi todo vida
Ilumina
o meu saber-te noite
Do peso a leveza leva
Alegria breve,mansidão
Ilumina
Incógnitas de vida e ainda
Se estarás ou não
Iluminado
Do sol do teu jeito
Da lua a bater em teu peito
Estrelas te guiarão
Sóis da dourada aurora
Iluminem
Teu olhar celeste
Acelerem o pulsar da vida
Exilando a solidão...
(Rosângela Benati)
domingo, 2 de outubro de 2011
APONTAMENTOS LXXXV
Não
Vê o parque,nem as casas
A luz solar,brilho da lua
Céu azul,verde oceânico
Multicoloridas flores
Que adornam tanto jardim.
Não
Vê o olhar,a sombra,
O pranto
O sorriso aberto
A voz que canta:
"Cambia,todo cambia"...
Nada muda em seu olhar distante
Nada muda em seu fugir constante
E sua alma tão fria parece
Tão frio é seu falar irritante
Nada muda,Vida errante...
Calçadas,ruas,marquizes,aberto céu
Só de gentes
De si mesmo
Desacompanhado
Quantos seres habitam vida sua alienante?????
"Cambia,todo cambia"
E se não muda hoje
Ao ontem foi igualado
Ao amanhã que não muda...
Sem razão???Sem sentimentos?????
Sem sonhos?????Sem projetos...
Agora.Um segundo e nele mora
Quem chamam louco
Ser
Do não-ser
De si e por todos
Ignorado.
(Rosângela Benati)
Vê o parque,nem as casas
A luz solar,brilho da lua
Céu azul,verde oceânico
Multicoloridas flores
Que adornam tanto jardim.
Não
Vê o olhar,a sombra,
O pranto
O sorriso aberto
A voz que canta:
"Cambia,todo cambia"...
Nada muda em seu olhar distante
Nada muda em seu fugir constante
E sua alma tão fria parece
Tão frio é seu falar irritante
Nada muda,Vida errante...
Calçadas,ruas,marquizes,aberto céu
Só de gentes
De si mesmo
Desacompanhado
Quantos seres habitam vida sua alienante?????
"Cambia,todo cambia"
E se não muda hoje
Ao ontem foi igualado
Ao amanhã que não muda...
Sem razão???Sem sentimentos?????
Sem sonhos?????Sem projetos...
Agora.Um segundo e nele mora
Quem chamam louco
Ser
Do não-ser
De si e por todos
Ignorado.
(Rosângela Benati)
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
APONTAMENTOS LXXXV
Ruídos
Dos trovões
A ribombar na abódoda celeste...
Frase de análise sintática.
Medo
De análise semântica!
O que o ruído tem?
Mexe,remexe a memória
Sem eco.
Luzes,raios,trovões
Infância-casa-de-madeira
Voa a casa??????
Voam folhas,galhos,fios
Papéis...voam...
Voam os escritos de agora
Lá fora a chuva chora
Infância...
De papelão.
(Rosângela Benati)
Dos trovões
A ribombar na abódoda celeste...
Frase de análise sintática.
Medo
De análise semântica!
O que o ruído tem?
Mexe,remexe a memória
Sem eco.
Luzes,raios,trovões
Infância-casa-de-madeira
Voa a casa??????
Voam folhas,galhos,fios
Papéis...voam...
Voam os escritos de agora
Lá fora a chuva chora
Infância...
De papelão.
(Rosângela Benati)
APONTAMENTOS LXXXIV
Essa saidinha
Tão previsível:
faltou cigarro
Fazer o quê?????
Na apressada arrumação...
E os cabelos???
Previsível
Estarem presos.
Hoje os soltei.
Liberdade
Para os cabelos
Liberdade
Saidinhas previsíveis
Quando falta
O cigarro
E,sem cigarro,
De alguém sinto falta...
(Rosângela Benati)
Tão previsível:
faltou cigarro
Fazer o quê?????
Na apressada arrumação...
E os cabelos???
Previsível
Estarem presos.
Hoje os soltei.
Liberdade
Para os cabelos
Liberdade
Saidinhas previsíveis
Quando falta
O cigarro
E,sem cigarro,
De alguém sinto falta...
(Rosângela Benati)
APONTAMENTOS LXXXIII
Dias assim
Em que não penso em ti
E,de repente,
Penso
E o pensar
Me traz saudade
E sei que estás
Na vida
E em tudo o que ela traz...
E então não penso
E penso
Tão de repente
Pensar
Feito de saudade
Saudade
De quem me amas...
(Rosângela Benati)
Em que não penso em ti
E,de repente,
Penso
E o pensar
Me traz saudade
E sei que estás
Na vida
E em tudo o que ela traz...
E então não penso
E penso
Tão de repente
Pensar
Feito de saudade
Saudade
De quem me amas...
(Rosângela Benati)
APONTAMENTOS LXXXIII
De Páris e Menelau
Foste a preferida.
De outro,Victório,a sempre
Bem-amada.
Por tua ímpar beleza
Caiu Tróia
Pelas gregas mãos derrotada
Quantas mortes,quantos ais...
Helena,Helena,Helena
Canta a música saudosa
"Helena vem me consolar"
Colo de
Helena
Ventre amoroso de
Helena
De Helena tantas globais
Enquanto qual tecelã cuidadosa
Em cada ponto constróis
A vida
Que nos aconchega
O amor
Que nos harmoniza
Helena,Helena,Helena
Helena
Toda coração
Helena
Tecendo a vida.
(Rosângela Benati)
Foste a preferida.
De outro,Victório,a sempre
Bem-amada.
Por tua ímpar beleza
Caiu Tróia
Pelas gregas mãos derrotada
Quantas mortes,quantos ais...
Helena,Helena,Helena
Canta a música saudosa
"Helena vem me consolar"
Colo de
Helena
Ventre amoroso de
Helena
De Helena tantas globais
Enquanto qual tecelã cuidadosa
Em cada ponto constróis
A vida
Que nos aconchega
O amor
Que nos harmoniza
Helena,Helena,Helena
Helena
Toda coração
Helena
Tecendo a vida.
(Rosângela Benati)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
APONTAMENTOS LXXXII
Conversa
Ou algumass palavras
O e-mail
Leitura-prazer
E no blog
A notícia que assim veio.
O que se entende
O que fica pra não entender
Sintonia:
um sempre bem querer.
(Rosângela Benati)
Ou algumass palavras
O e-mail
Leitura-prazer
E no blog
A notícia que assim veio.
O que se entende
O que fica pra não entender
Sintonia:
um sempre bem querer.
(Rosângela Benati)
APONTAMENTOS LXXX
Como nestes dias
Iluminados
Quando é dispensável o sol
A vida flui.
O ruído da serra,contínuo
Construção
E as buzinas doa automóveis
Silenciam
Gentes passam como todas
Vestidas de branco
Dizendo paz aos seres com vontade
De vida,viver a luz do sol
Bola amarela,incandescente
A sorrir em nossa cara.
(Rosângela Benati)
Iluminados
Quando é dispensável o sol
A vida flui.
O ruído da serra,contínuo
Construção
E as buzinas doa automóveis
Silenciam
Gentes passam como todas
Vestidas de branco
Dizendo paz aos seres com vontade
De vida,viver a luz do sol
Bola amarela,incandescente
A sorrir em nossa cara.
(Rosângela Benati)
domingo, 25 de setembro de 2011
APONTAMENTOS LXXIX
Não era de muitas palavras
De muito sorrir não era.
Mas tinha aquele olho tão azuis
Azul-multicor
Cinza,na possível zanga
Escuros,lindos,na inesperada alegria
Claros,Claros
Transparência dos céus
Oceânicos viajantes
Inventaram tantas histórias
Particularizadas
E eram tantos os ós!!,ãs???Hahaha...
Respondem olhos violetas
Floridos na aventura de ser pai
No contentamento de sermos seus filhos!!!!
(Rosângela Benati)
De muito sorrir não era.
Mas tinha aquele olho tão azuis
Azul-multicor
Cinza,na possível zanga
Escuros,lindos,na inesperada alegria
Claros,Claros
Transparência dos céus
Oceânicos viajantes
Inventaram tantas histórias
Particularizadas
E eram tantos os ós!!,ãs???Hahaha...
Respondem olhos violetas
Floridos na aventura de ser pai
No contentamento de sermos seus filhos!!!!
(Rosângela Benati)
APONTAMENTOS LXXVIII
Chave
Na fechadura
Porta trancada???
Olho
na fechadura
Imagem mutilada???
Frestra na janela
E quantas gentes não sabem
Ao abrir-se uma frestra
Nos é dado o infinito.
(Rosângela Benati)
Na fechadura
Porta trancada???
Olho
na fechadura
Imagem mutilada???
Frestra na janela
E quantas gentes não sabem
Ao abrir-se uma frestra
Nos é dado o infinito.
(Rosângela Benati)
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
APONTAMENTOS LXXVI
SOBRE A MEMÓRIA...
E estavam todos reunidos e alegres.Contavam-se piadas,degustavam salsichão,cebolinha assada e riam.E tomavam geladíssima caipirinha,quando alguém,em tom visi -
velmente aborrecido,reclama:cadê a caipirinha????Esperar churrasco a seco,não vai dar mesmo!!!!!Entreolham-se todos.ninguém se mexe ou fala,só o gole seco dizendo que
"alguém" devia tomar uma providência,mas parecia e só parecia que,naquele momento,ninguém queria tomar nada.
Passaram-se alguns segundos e chegam aos ouvidos de todos,naquela horinha de silêncio solene-faltava caipirinha
meu Deus - as aslegres vozes,alaridos das criasnças a brincar,correre,alguns tentando ensinar novas peripécias a seus animais entre gatos,cães e papagaios.Foram convocadas pelos adultos que nominalmente solicitavam a ida ao armazém,mais pertinho do que o súper,dava pra ir num pulinho e voltar loguinho a brincar.Olha,adulto é assim mesmo,gosta de uma bebidinha e alguém,com tanta responsabilidade e preocupações sobre o que comprar,es -
queceu algumas garrafas para a caipirinha.Se comprasse uma,só uma,bem levinha,já estava ótimo...O churrasco logo estaria pronto e todos ficariam felizes,né??Não...Não...Uma fila de nãos foram ouvidos:vieram para brincar,o dia estava quente,chapéu não resolve,tem que caminhar um monte,a piscina esperando,os animais querendo mais atenção que chamassem o Vinni,ele talvez fosse,mas chamassem o Vinni,não eles que tinham tanto a fazer.
Vinni?Vinni era um doce de criança,meigo,atencioso,mui
to quieto,solitário.Era um dos menores da turma.Parecia alheio a quase tudo,adorava correr atrás de borboletas e ficar espiando,por longo tempo,o saltitar dos grilos.Cha -
mar Vinni para buscar vodka???Ele nem lembraria do nome.Que fosse cachaça,cana ,mesmo.Todos concordaram que a sede por uma aguardente,limãozinho no ponto,açúcar no capricho e muito gelo,valia a tentativa.Vinni aproximou-se e ouviu o pedido seriamente ponderado pelo tio fala firme,tio Bobby.Outros tios manifestaram-se,dersam-lhe o dinheiro e a recomendação:vai repetindo o que deves comprar e não esquecerás,não precisas ter medo.E lá se foi o destemido Vinni.
Estranharam o garotinho no bar,mas a determinação na fala logo anunciou a que viera.Conhecido por todos na vizinhança,seu Manoel alcançou-lhe a bebida.O menino não fez nenhum movimento,pois precisava dar todo o recado
antes de pagar pelo produto.Lembrou-se do nome da bebida,mas esquecera o nome do "tio".E insistia em lembrar todos os nomes,dizendo:-Tio Tom não foi.
-Tio juki também não foi.
-Nem tio Jujuba.
Os presentes começaram a ficar intrigados...Omessa,
que tios são estes?E a preocupação do garotinho em lembrar o nome certo também era pouco comum,pois eram ditos com entusiasmo mesmo no erro,como a falar de grandes amigos,afetos insubstituíveis e daí a decepção do esquecimento.
-Tio jujuba...não foi ,nem tio keko...nem...
-Tio Bobby!!!!!!!Foi tio Bobby,tio Bobby e
saiu feliz da vida,garrafa na mão inventando histórias e cantarolas com os nomes de seus tios amados.
Em casa,entregou quase sem olhar para Estêvão,a sonhada possível caipirinha.Paulo,Ricardo e outros quiseram agradecer-lhe,mas ele só tinha olhares,ouvidos,procura para seus companheiros de folguedos,vindo encontrá-lo aos pulos e latidos,enquanto ele gritava radiante:"tio"Bobby,"tio" Jujuba,Você de novo,"tio" Bobby...
E estavam todos reunidos e alegres.Contavam-se piadas,degustavam salsichão,cebolinha assada e riam.E tomavam geladíssima caipirinha,quando alguém,em tom visi -
velmente aborrecido,reclama:cadê a caipirinha????Esperar churrasco a seco,não vai dar mesmo!!!!!Entreolham-se todos.ninguém se mexe ou fala,só o gole seco dizendo que
"alguém" devia tomar uma providência,mas parecia e só parecia que,naquele momento,ninguém queria tomar nada.
Passaram-se alguns segundos e chegam aos ouvidos de todos,naquela horinha de silêncio solene-faltava caipirinha
meu Deus - as aslegres vozes,alaridos das criasnças a brincar,correre,alguns tentando ensinar novas peripécias a seus animais entre gatos,cães e papagaios.Foram convocadas pelos adultos que nominalmente solicitavam a ida ao armazém,mais pertinho do que o súper,dava pra ir num pulinho e voltar loguinho a brincar.Olha,adulto é assim mesmo,gosta de uma bebidinha e alguém,com tanta responsabilidade e preocupações sobre o que comprar,es -
queceu algumas garrafas para a caipirinha.Se comprasse uma,só uma,bem levinha,já estava ótimo...O churrasco logo estaria pronto e todos ficariam felizes,né??Não...Não...Uma fila de nãos foram ouvidos:vieram para brincar,o dia estava quente,chapéu não resolve,tem que caminhar um monte,a piscina esperando,os animais querendo mais atenção que chamassem o Vinni,ele talvez fosse,mas chamassem o Vinni,não eles que tinham tanto a fazer.
Vinni?Vinni era um doce de criança,meigo,atencioso,mui
to quieto,solitário.Era um dos menores da turma.Parecia alheio a quase tudo,adorava correr atrás de borboletas e ficar espiando,por longo tempo,o saltitar dos grilos.Cha -
mar Vinni para buscar vodka???Ele nem lembraria do nome.Que fosse cachaça,cana ,mesmo.Todos concordaram que a sede por uma aguardente,limãozinho no ponto,açúcar no capricho e muito gelo,valia a tentativa.Vinni aproximou-se e ouviu o pedido seriamente ponderado pelo tio fala firme,tio Bobby.Outros tios manifestaram-se,dersam-lhe o dinheiro e a recomendação:vai repetindo o que deves comprar e não esquecerás,não precisas ter medo.E lá se foi o destemido Vinni.
Estranharam o garotinho no bar,mas a determinação na fala logo anunciou a que viera.Conhecido por todos na vizinhança,seu Manoel alcançou-lhe a bebida.O menino não fez nenhum movimento,pois precisava dar todo o recado
antes de pagar pelo produto.Lembrou-se do nome da bebida,mas esquecera o nome do "tio".E insistia em lembrar todos os nomes,dizendo:-Tio Tom não foi.
-Tio juki também não foi.
-Nem tio Jujuba.
Os presentes começaram a ficar intrigados...Omessa,
que tios são estes?E a preocupação do garotinho em lembrar o nome certo também era pouco comum,pois eram ditos com entusiasmo mesmo no erro,como a falar de grandes amigos,afetos insubstituíveis e daí a decepção do esquecimento.
-Tio jujuba...não foi ,nem tio keko...nem...
-Tio Bobby!!!!!!!Foi tio Bobby,tio Bobby e
saiu feliz da vida,garrafa na mão inventando histórias e cantarolas com os nomes de seus tios amados.
Em casa,entregou quase sem olhar para Estêvão,a sonhada possível caipirinha.Paulo,Ricardo e outros quiseram agradecer-lhe,mas ele só tinha olhares,ouvidos,procura para seus companheiros de folguedos,vindo encontrá-lo aos pulos e latidos,enquanto ele gritava radiante:"tio"Bobby,"tio" Jujuba,Você de novo,"tio" Bobby...
APONTAMENTOS LXXV
E o que é pior:saber e não sentir o limite do fazer ou não saber e saber que talvez,afinal,haveria algum limite...E o que é saber?? Saber...é estar lá,com ou sem convite.É querer tanto estar lá,que o desejo do outro,aquele que tanto deve ser respeitado,vá pro escambau,pro beleléu,vá procurar a bota e encontre logo o diabo.Só na depressão é "perdoável"(oras) o silêncio absoluto.Na tristeza,é um insulto.Insultamos o outro,pois"você não sabe como é" ou "você não entenderia,meu camarada".Há um exagerado e pretenso poder:o de suportar tudo sozinho.Coisa de megalomaníaco ou de covarde mesmo.Os comuns,aqueles seres quase invisíveis na vidinha de todo dia,esses são humanos e, ao assim procederem,permitem a humanização do outro.Que o outro se aproxime.Que olhe.Que estenda a mão ou,quem sabe,ofereça um abraço.O choro,que comu -
mente é chorado depois,ou engolido a seco.Entende quem está próximo e entende quem longe fica.Houve tantos dias,houve tantas vezes,houve histórias tão iguais.É triste a repetição de tudo,aas mesmas dores a crucificar o mundo,depressões que se arrastam e carregam dias feitos para a alegria e a companhia de outros,que outros não são:
são amigos,são familiares,são conhecidos que se reúnem para dizer através de um belo vinhno ou da geladíssima cerveja - a vida é bela- a vida pode ser bela num copo d'água,nada mais identificado a ela.A nostalgia de tudo é entender que repetem-se os momentos em que não existimos ou,simplesmente,não existimos.
(Rosângela Benati)
mente é chorado depois,ou engolido a seco.Entende quem está próximo e entende quem longe fica.Houve tantos dias,houve tantas vezes,houve histórias tão iguais.É triste a repetição de tudo,aas mesmas dores a crucificar o mundo,depressões que se arrastam e carregam dias feitos para a alegria e a companhia de outros,que outros não são:
são amigos,são familiares,são conhecidos que se reúnem para dizer através de um belo vinhno ou da geladíssima cerveja - a vida é bela- a vida pode ser bela num copo d'água,nada mais identificado a ela.A nostalgia de tudo é entender que repetem-se os momentos em que não existimos ou,simplesmente,não existimos.
(Rosângela Benati)
domingo, 18 de setembro de 2011
APONTAMENTOS LXXIV
É dia.Parece que há sol,o que podemos confirmar com a sombra que se projeta na calçada.A posição da sombra também nos diz que o sol bate forte e diretamente nas imagens que estamos a contemplar.Todos verão o mesmo dia.O mesmo sol nas sombras.As mesmas imagens.Diferente poderá ser o plano ou os planos,a ordem do olhar que sugere as figuras de acordo com sua particular percepção.O olhar de quem vê segue o que vê e quem vê.
As grades.Grades negras,grossas,fincadas no indefinível,cortadas pelo limitado espaço.Podem estar em uma portajanela,portão de uma casa ali postas para guardar,protrger o que dentro está:bens.Objetos,pesso -
as,vidas.Em outra hierarquia,protegem o que está fora,os
mesmos bens,objetos,vidaspessoas de outras pessoas,fin -
cadas no definido e exíguo espaço dado e merecido aos não-gente,trancados,exilados do dia e do sol,sombras de quem eram antes de ser escória.
Embora negras,embora grossas,podem,ainda,preservar uma praça planejada para a liberdade,árvores,canteiros co-
loridos e,ainda em outra possível hierarquia,algo dispensá-
vel,dinheiro desperdiçado aos públicos cofres,de serven -
tia explicada para espantar bêbados,preguiçosos,gente su-
ja que não merece estar na mesma passarela que gente de bens.
Vistas assim, essas grades parecem a grande contradi -
ção ao que se destina a imagem ou a melhor adequação para a mesma ,pois não sabemos se impedido ou por elas protegidas mãos fortes e olhar profundo de um homem,seu
perfil centralizado no todo que o quadro apresenta e nos é impossível concluir porque surgiram as grades negras num dia pleno de vida,cores e sol.
(Rosângela Benati)
As grades.Grades negras,grossas,fincadas no indefinível,cortadas pelo limitado espaço.Podem estar em uma portajanela,portão de uma casa ali postas para guardar,protrger o que dentro está:bens.Objetos,pesso -
as,vidas.Em outra hierarquia,protegem o que está fora,os
mesmos bens,objetos,vidaspessoas de outras pessoas,fin -
cadas no definido e exíguo espaço dado e merecido aos não-gente,trancados,exilados do dia e do sol,sombras de quem eram antes de ser escória.
Embora negras,embora grossas,podem,ainda,preservar uma praça planejada para a liberdade,árvores,canteiros co-
loridos e,ainda em outra possível hierarquia,algo dispensá-
vel,dinheiro desperdiçado aos públicos cofres,de serven -
tia explicada para espantar bêbados,preguiçosos,gente su-
ja que não merece estar na mesma passarela que gente de bens.
Vistas assim, essas grades parecem a grande contradi -
ção ao que se destina a imagem ou a melhor adequação para a mesma ,pois não sabemos se impedido ou por elas protegidas mãos fortes e olhar profundo de um homem,seu
perfil centralizado no todo que o quadro apresenta e nos é impossível concluir porque surgiram as grades negras num dia pleno de vida,cores e sol.
(Rosângela Benati)
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